A Prefeitura Municipal de Campo Novo de Rondônia publicou hoje, dia 17 de março, o Decreto 022/2019 que “dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus (covid-19)”.

A medida segue o Decreto n° 24.871, de 16 de Março de 2020, expedido pelo Governo do Estado de Rondônia, que decreta situação de emergência no âmbito da Saúde Pública do Estado e dispõe sobre medidas temporárias de prevenção ao contágio e enfrentamento da propagação decorrente do novo coronavírus.

Entre as medidas decretadas pela Prefeitura de Campo Novo está a “suspensão, por 15 dias, das atividades educacionais em todas as instituições da rede de ensino pública municipal, incluindo-se a Creche”, assim como “todas as atividades com as crianças e pessoas idosas no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Secretaria Municipal de Assistência Social”.

Outra medida tomada, foi a suspensão do registro de ponto eletrônico em todas as dependências dos órgãos públicos municipais, com o intuito de evitar a contaminação pelo aparelho, uma vez que o mesmo é utilizado por todos os servidores.

“Sabemos que não há nenhum caso suspeito de coronavírus em Campo Novo de Rondônia ou em municípios vizinhos”, explicou a Prefeita Valdenice Domingos Ferreira, “mas é necessário adotar essas medidas para que, caso o vírus chegue até nosso município, estejamos acostumados com as medidas preventivas e evitemos a contaminação em massa”.

O decreto tem período vigente de 15 dias, mas pode ser prorrogado de acordo com a necessidade de enfrentamento do novo coronavírus.

FIQUE POR DENTRO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.

Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. 

A maioria das pessoas que fica doente se recupera do COVID-19. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas).

Pessoas com febre (maior que 37,8ºC), tosse e dificuldade para respirar e que tiverem viajado ou tido contato com pessoas vindas de países com transmissão local devem procurar atendimento médico.

Quão grave é a COVID-19? 

Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolver a doença em sua forma mais grave. 

Pessoas idosas e/ou com comorbidades, ou seja, outras doenças associadas como por exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, diabetes e pessoas em tratamento para câncer, têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória grave.

Como a COVID-19 é transmitida?

O coronavírus, que provoca a COVID 19, pode ser transmitido de uma pessoa para outra. A transmissão pode ocorrer através de gotículas de saliva ou muco, expelidos pela boca ou narinas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. A transmissão também pode ocorrer através de partículas virais transferidas ao apertar as mãos ou compartilhar um objeto, como por exemplo beber no mesmo copo que um portador do vírus. 

Na maioria das vezes, é evidente se uma pessoa está doente, mas já houve relatos de portadores do vírus ainda sem sintomas aparentes e que já podiam transmitir a doença. Segundo a OMS deve-se manter uma distância de pelo menos 1 metro da pessoa com sintomas evidentes.

Quarentenas e restrições de viagens atualmente em vigor em muitos países também se destinam a ajudar a quebrar a cadeia de transmissão. As autoridades de saúde pública podem recomendar outras abordagens para pessoas expostas ao vírus, incluindo isolamento em casa e monitoramento de sintomas por um período de tempo (geralmente 14 dias), dependendo do nível de risco de exposição. 

Novas pesquisas sobre as formas de transmissão ainda estão sendo realizadas e a OMS continuará compartilhando as descobertas atualizadas. 

 Pessoas sem sintomas podem transmitir o coronavírus?

O risco de ser contaminado por uma pessoa sem sintomas é baixo. No entanto, muitas pessoas sentem apenas sintomas leves, especialmente nos estágios iniciais. Por isso, é possível pegar COVID-19 de alguém que teve apenas uma tosse leve sem se sentir doente, por exemplo.

Existe uma vacina disponível para o coronavírus?

Nenhuma vacina está disponível até este momento, embora os cientistas estejam trabalhando em vacinas. Em 2003, os cientistas tentaram desenvolver uma vacina para prevenir a SARS, mas a epidemia terminou antes que a vacina pudesse entrar em ensaios clínicos.

Qual é o período de incubação do coronavírus?

Um período de incubação é o tempo entre ser infectado e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais sugerem que os sintomas do COVID-19 geralmente aparecem em cerca de cinco dias ou menos na maioria dos casos, mas o intervalo pode estar entre um e 14 dias.

Como diferenciar gripe comum de COVID-19?

Os sintomas são semelhantes, o que vai definir o caso como suspeito é o fato de o paciente ter viajado para áreas de transmissão local ou ter estado em contato com alguém que o fez.

O que as pessoas devem fazer se acham que têm coronavírus ou se um filho possa estar infectado? 

Se você tem um médico de referência ou pediatra, ligue primeiro para ele para obter aconselhamento adequado. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter coronavírus, você poderá entrar em contato com o Disque Saúde 136 – do Ministério da Saúde e obter a orientação adequada para o seu caso. 

É recomendável que somente pessoas com sintomas mais intensos de doença respiratória procurem atendimento médico no pronto-socorro. Os sintomas graves são batimento cardíaco acelerado, pressão arterial baixa, temperaturas altas ou muito baixas, confusão mental, dificuldade em respirar, desidratação grave. Idealmente ligue antes para informar ao pronto-socorro que você está vindo para que eles possam estar preparados para sua chegada.

Existe um tratamento disponível para o coronavírus?

Atualmente, não há tratamento antiviral específico para esse novo coronavírus. O tratamento é, portanto, suportivo, o que significa administrar líquidos, remédios para reduzir a febre e, em casos graves, oxigênio suplementar. Pessoas que ficam gravemente doentes com o COVID-19 podem precisar de um respirador para ajudá-las a respirar. A infecção bacteriana pode complicar essa infecção viral. Os pacientes podem necessitar de antibióticos nos casos de pneumonia bacteriana, além do COVID-19. Os tratamentos antivirais usados para o HIV e outros compostos estão sendo investigados. 

Não há evidências de que suplementos, como vitamina C ou probióticos, ajudem a acelerar a recuperação.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para obter um diagnóstico e iniciar o tratamento. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência estadual para isolamento e tratamento. Os casos suspeitos leves que não necessitam de hospitalização, poderão ser acompanhados pela Atenção Primária, que instituem medidas de precaução domiciliar. Contudo, é necessário avaliar cada caso.

Como prevenir o coronavírus?

Ainda não existe uma vacina para prevenir a infecção por coronavírus. As orientações de prevenção são as mesmas de outras doenças de transmissão via respiratória.

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas de infecção respiratória aguda (tosse, coriza, febre)
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, principalmente após ter contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar. Se não houver água e sabão, usar um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel
  • Usar lenços descartáveis para higiene nasal (nada de lencinhos de pano!) e descartá-los logo após a utilização
  • Cobrir nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir de preferência com um lenço de papel (e descartar no lixo) 
  • Na falta de lenço de papel, preferir usar o braço para cobrir nariz e boca. Evite cobrir com a mão, pois é mais comum encostar em outras pessoas ou objetos com ela 
  • Se usar as mãos para cobrir, lave-as sempre após tossir ou espirrar
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas
  • Manter ambientes muito bem ventilados 
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocados com frequência
  • Evitar contato com animais selvagens ou doentes
  • Evitar cumprimentar pessoas com apertos de mão. Prefira um aceno acompanhado de um sorriso.

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Com informações de unimed.coop.br

Texto: Thiago Laurencio – Assessoria de Imprensa e Comunicação.

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